sábado, 14 de abril de 2007

Filho do Tempo


Filho do tempo, filho do vento, filho do mar
Sou do beco do beco, um negro lanceiro, guerreiro do batuque do bumbo legueiro
E o terreiro que cansa da lança que dança
A riqueza, a pobreza, da sorte, do azar
Um filho do verde da mata queimada
Uma esperança, mais um sonho, uma vontade de viver
E cresceram sem saber do medo que vão ter
A classe política é sempre piada
Você se matando e eles dando risada
Na periferia continua a guerrilha
Liberdade é perdida pagando com a vida
Guerra que mata, mulheres que choram e homens que lutam
Minha rua de terra, minha vila, minha vida
Saudade que não tem remédio nem cura
Não tem, não, não, não tem remédio nem cura

Evolução do homem respeito faz parte
Seleção natural Tsunami é arte
Maremoto, vulcão , terremoto, desastre
Muita bala perdida destruindo sua família

Sua voz de justiça não omite suplica
Destruíndo, apagando, silenciando a chacina
Chico Mendes foi morto por dizer o que sabia
Seringueiro da mata, na Amazônia há cobiça
No cangaço te matam e te jogam na catinga
Onde está Lampião pra fazer a justiça, pra fazer a justiça.

Sua voz de justiça não omite suplica, sua voz de justiça não omite suplica
Sua voz de justiça não omite suplica, sua voz de justiça não omite suplica

Filho do sol, do fogo e do ar, um filho da noite morrer ou matar
Filho do sol, do fogo e do ar, um filho da noite morrer ou matar

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