sábado, 14 de abril de 2007

Ninguém vai me calar


Aqui amanhece como em qualquer cidade
Rotina do desemprego se torna religiosidade
Mas vai na fé que um dia sua vida vai mudar
A miséria em sua volta é que vai te levar
Pro inferno, pro medo onde todos são suspeitos
Pra morte sem sorte o consumismo te fode
Nas grades do preço, na fé e a mão no terço
Pra orar e pedir, refletir e mudar
O seu ponto de vista e modo de pensar
Na maneira de todos poder se salvar
De atitudes de extinto
Que levam sua vida pro vicio
Não há resistência pra ira
Síndrome de abstinência te tira a vida
A paz, o sossego, o descanso a infância
A pagina rasgada sem ter importância
Apagada, amassada, riscada do mapa
A massa encefálica sempre esteve informada
Camuflada, infiltrada na manhã de geada
Minuano soprando é o seu lábio que racha
Sistema Falido revoluciona a batalha
Meu rap com guitarra não tem carta marcada
Um país que se mata com tiro e facada
Inflação que não deixa você ter sua casa
Trabalha, batalha por uma casa alugada
Salário mínimo hoje em dia não serve pra nada
Paga luz, paga água e pro remédio ainda falta
Comida racionada, sua vida é maltratada
No descaso te enxergam sem dar uma palavra
Uma ajuda, um emprego, reconhecimento e respeito
E sei que errei com livro fechado
Mas agora está aberto e ninguém vai me calar, ninguém vai me calar

Nenhum comentário: